quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Pra não dizer que só falei das flores

Já deixei claro aqui no Palatus et Colirius, ano passado, que não iria falar de mim até que houvesse necessidade. Não tenho bem uma justificativa específica, mas falar de mim ainda me incomoda; fica parecendo que eu quero aparecer, odeio isso! O fato é que hoje encarei a idéia, um ano depois, de que não existe discurso unicamente objetivo...não existe mensagem separada de quem a produz.

Em minhas leituras despretensiosas sobre discurso, aprendi que a ausência é a denúncia da presença, o obscuro pressupõe a clareza numa relação dialética, o silêncio é o anverso do barulho e assim por diante. Logo entendi a filosofia da coisa: a gente só sente falta daquilo que a gente sabe que existe ou já existiu. Ficou confuso?

Sim, mas o que tem isso a ver com a minha subjetividade no blog? Quando disse que não iria falar de mim, mentira, as pessoas já têm uma certa imagem de mim: mesmo de um modo superficial, fazem idéia do que gosto, do que leio, com quem falo, de onde falo, onde vivo, o que não gosto, se tenho um bom relacionamento com outros ‘bloguistas’ etc. Bem, se nunca viram aqui uma letra de pagode, p. ex., obviamente é porque não tive o menor interesse em discutir nem trazer à discussão uma letra dessa categoria (e há letra?). Pode ser que mais tarde eu mude de idéia – afinal as pessoas mudam de opinião ao longo da vida - mas até agora nada me levou a fazê-lo.

Por outro lado, esse espaço é bastante novo e há muito ainda o que dizer; linguagens e temas não faltam, felizmente. Quando eu achar que não vale mais a pena escrever/publicar por qualquer motivo, farei o mesmo que meu amigo português Ric no ano passado: C'est la vie(Até breve!), e tirarei férias. Entretanto, até então continuo produzindo e publicando, sem pressão e à minha maneira, aquilo que me faz bem e dá sentido à minha vida.

That’s it! - É só!

jr

4 comentários:

Janaína Amado disse...

Nilson,
Também não gosto de blogs muito pessoais, tipo "Hoje acordei com o pé esquerdo", "Meu filho não quis mamar mas fez cocô", etc. Gênero estranhíssimo, esse das confissões internáuticas, não é? Gostei do blog. Posso voltar?

Carlos Rafael Dias disse...

Meu caro,

Agradeço sua visita e o comentário generoso. Vá lá sempre. As portas estarão sempre abertas.
Gostei do teu blog.

Abraços

Luli Facciolla disse...

Oi Nilson!
Venha sempre ao meu blog!
Eu venho sempre aqui... hehehehe

Fique à vontade! ;)

Bernardo Guimarães disse...

Nada de ceder às pressõs,amigo...nada!